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Nos quinze anos da Lei de Criação da Unipampa, instituição homenageia o poeta Oliveira Silveira



Neste dia 11 de janeiro, quando se completam quinze anos da Lei de Criação da Universidade Federal do Pampa, a instituição promove uma série de atividades que têm lugar no campus de Bagé. Durante a manhã, em assembleia universitária, a Unipampa entregou o título de doutor honoris causa in memorian ao poeta, ativista, professor e pesquisador Oliveira Silveira, nascido na Metade Sul gaúcha e falecido em Porto Alegre em 2009.


Nas palavras do próprio poeta, Oliveira Silveira é “poeta negro brasileiro (negro misto, cor mista afro), nascido em 1941, na área rural de Rosário do Sul, estado do Rio Grande do Sul, distrito do Touro-Passo, na Serra do Caverá – comunidade familiar do tipo remanescente do quilombo. Filho de Felisberto Martins Silveira, branco brasileiro de pais uruguaios, e de Anair Ferreira da Silveira, negra brasileira de cor preta, de pai e mãe negros gaúchos. O autor: graduado em Letras – Português e Francês pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, docente de português e literatura no ensino médio. Ativista do Movimento Negro. Um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre. Estudou a data e sugeriu a evocação do 20 de Novembro, lançada e implantada no Brasil pelo Grupo Palmares a contar de 1971, tornando-se Dia Nacional de Consciência Negra em 1978. Como escritor, publicou até 2005 dez títulos individuais de poesia e participou de antologias e coletâneas no país e no exterior”.


Entre os volumes de poesia lançados por Oliveira Silveira, um dos maiores representantes da literatura rio-grandense do século XX e começos do XXI, encontra-se Pêlo escuro: poemas afro-gaúchos. Ali, podemos ler os seguintes versos: “sou o samba das escolas / em todos os carnavais./ Sou o samba da cidade / e lá dos confins rurais./ Sou quicumbi e maçambique / no compasso do tambor./ Sou um toque de batuque / em casa jejê-nagô./ Sou a bombacha de santo,/ sou o churrasco de Ogum./ Entre os filhos desta terra / naturalmente sou um./ Sou o trabalho e a luta, / suor e sangue de quem / nas entranhas desta terra / nutre raízes também” (1977).

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