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Parlamentares do campo progressista são vítimas de ataques de ódio e ameaças de estupro




Diversas parlamentares têm recebido ataques virtuais como mensagens de ódio e ameaças de estupro, coletivo e corretivo, nas últimas semanas. Em Minas Gerais, duas vereadoras, uma deputada estadual e duas federais relataram terem sido vítimas desse tipo de violência. Ameaças semelhantes foram denunciadas por uma deputada estadual de Pernambuco e uma vereadora do Rio de Janeiro.


"A intimidação, o constrangimento e a violência política de gênero são armas recorrentes do fascismo e precisam ser enfrentadas com rigor”, afirmou a diretoria do ANDES-SN, em nota divulgada nessa segunda-feira (22), acerca dos crimes. Confira a íntegra da nota.


MG As vereadoras de Belo Horizonte (MG), Iza Lourença e Cida Falabella (ambas do PSol), foram vítimas de ameaça direcionadas a seus e-mails institucionais na última quinta-feira 17 de agosto. A mensagem, covarde e anônima, trazia ameaças de estupro coletivo contra as parlamentares, incluindo descrições detalhadas da violência. No dia 18, a vereadora Iza Lourença recebeu novas mensagens ameaçadoras, desta vez envolvendo também sua filha de 3 anos de idade.


"Novas mensagens que ameaçam não só a minha integridade física como a da minha filha de 3 anos. Foram feitas quatro novas ameaças em apenas um dia, com gravidade maior que as anteriores por conter dados pessoais meus e da minha família", escreveu a vereadora, colunista do jornal Brasil de Fato MG.


No comunicado divulgado, Iza Lourença informa que medidas de proteção jurídicas já foram tomadas e que está sendo protegida por escolta da Guarda Municipal. "Somos alvo da violência política de gênero, como tantas outras companheiras parlamentares e ativistas defensoras dos direitos humanos neste país. Os criminosos não deixam dúvidas que nossas vidas são ameaçadas por sermos quem somos e defendermos um projeto político coletivo de esquerda e democrático", completou.


Além de Iza Lourença e Cida Falabella, a deputada estadual Bella Gonçalves (PSol/MG) e as deputadas federais Dandara Tonantzin (PT/MG) e Duda Salabert (PDT/MG) também vêm recebendo ameaças de morte, estupro coletivo e intimidação. O Ministério Público e os Ministérios da Justiça e Segurança Pública, e de Direitos Humanos e Cidadania, e da Igualdade Racial já foram acionados pelas parlamentares.


“A autoria das mensagens é do Comando de Caça aos Comunistas de Minas Gerais (CCC-MG), em referência à uma organização paramilitar da década de 1960. Os textos também fazem exaltação ao Coronel Brilhante Ustra, condenado pela Justiça por torturar pessoas durante a ditadura cívico-militar brasileira”, comentou, em nota, da deputada federal Dandara Tonantzin.


PE A deputada estadual Rosa Amorim (PT/PE) também denunciou ter recebido, em seu e-mail institucional, ameaça de 'estupro corretivo' como forma de “cura lésbica”. De acordo com o jornal Brasil de Fato, na mensagem, de conteúdo lesbofóbico, o autor das ameaças insinua saber dados pessoais da parlamentar, como seu endereço. A ameaça acontece justamente no mês da visibilidade lésbica.


Para Rosa, a ameaça representa uma tentativa de interferir na sua atuação parlamentar e também de outras mulheres que têm sofrido violências como esta. “Diversas deputadas em todo o país vêm recebendo ameaças assim como a que eu recebi, o que demonstra resquícios da política de ódio que vem sendo praticada desde o governo Bolsonaro”, afirma a deputada pernambucana.


RJ Ameaças semelhantes foram feitas à vereadora Monica Benicio (PSol/RJ), que divulgou que irá registrar uma queixa-crime na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), nesta terça-feira (22), após receber um e-mail contendo graves ameaças de "estupro corretivo" como forma de "tratamento" para reversão da sua orientação sexual.


A ameaça acontece nas vésperas do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto. Nas redes sociais, Monica lamentou ter que falar sobre a violência em momento tão próximo da data.


“Uma das maiores violências que poderia receber, justamente no mês da Visibilidade Lésbica. É nojento demais, cansativo demais. Amanhã [22] irei prestar queixa, e vou seguir defendendo os direitos de mulheres e de pessoas LGBTs. Não serei calada por nenhum terrorista incel e covarde”, afirmou Monica, em sua conta numa rede social

*Do ANDES-SN, com informações e imagens do Brasil de Fato.

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